terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Capt 12 - Tormenta (FINAL)

Foi chegado do dia de sua fuga. Não tinha certeza se estava fazendo o correto, mas havia escolhido partir com o "Sr. H" . A mala estava ao lado da cama, já havia escrito uma carta de despedida aos seus patrões e alunas, sabia que iriam implicar com sua partida e por mais que não fosse uma atitude correta, iria fugir. O sol estava quase nascendo no horizonte e Vivian alisava seu vestido de forma nervosa. Tinha uma terrível dor em seu coração ao deixar Gregor, mas a afeição dele surgira somente naqueles últimos dias...Não surgira? Estava mesmo confusa e então tomou sua mala em mãos, deixando uma carta em especial para Etan Thompson por sobre sua escrivaninha, com o anel que ele lhe dera.
Saiu do quarto lentamente, sem fazer barulho algum. Desceu as escadarias e fitou o quarto de Gregor ao fundo do corredor, parando e fechando os olhos.

- Adeus. - Murmurou, sentindo o ardor das lágrimas tomar seus olhos. Saiu de lá rapidamente, antes que mudasse de idéia e adentrasse naquele quarto, implorando para que Gregor a amasse.

Conseguiu sair da casa, sem ser vista por ninguém. Sentiu um arrepio de excitação subir por sua espinha, estava realmente nervosa. Caminhava a pé pela estradinha que seguia até o vilarejo, pensando no que seria feito com suas roupas e perteces que deixara para trás. Alías, aquele pensamento tão futil parecia ser o ópio para tirá-la de dúvidas ainda piores. Havia o amado por dez anos, não iria perder sua chance agora. Não iria perder de viver uma vida plena com alguém que a esperou como ela o fez.
Envolta em seus pensamentos, ordenava para sí mesma que adentrasse num estado de felicidade e otimismo, senão assustaria seu "Sr.H", por mais que ele a amasse. E então...

- Fugindo, Srta. Winspear? - Perguntou Gregor Howard, que surgira como um raio sobre seu cavalo, a fitando com uma expressão de desagrado e decepção. Vivian ergueu a face para fitá-lo, como fizera a mais de um mês, quando o encontrara em frente à Longburn.

- Não, não estou fugindo. - Respondeu simplesmente, tentando aparentar segurança por mais que seu coração patesse descompassadamente.

- Não? E o que é esta mala? Presentes para os pobres? - Arqueou as sobrancelhas, fitando Vivian com uma expressão irônica.

- Estou partindo, senhor. Não fugindo. - Não conseguia mais encará-lo, então fez uma mesura rápida e começou a caminhar pela trilha novamente. Mas óbviamente, Gregor não a deixaria partir assim.

- Partindo para onde? Arton?

- Não. Estou partindo para me casar.

- Casar?! - Gregor saltou do cavalo, se postando na frente de Vivian de supetão. - Mas com quem? Etan?! Ele jamais a faria fugir para se casar e...

- Não é com Etan e eu não estou fugindo! Fala como se eu estivesse fazendo algo errado! - Vivian desviou do caminho de Gregor, caminhando com a máxima rapidez que conseguia levando aquela mala pesada. Estava irritada com ele, fazendo-a se sentir mal com sua escolha. Gregor novamente caminhou ao seu lado, ignorando o peso de sua mala e mantendo os braços cruzados.

- Está fugindo sim.

- Não estou não!

- Está fugindo sim...-Antes de Vivian replicar novamente, ele se postou em sua frente a apertou seus braços, fazendo-a fitar nos seus olhos. - Está fugindo de mim, do meu amor por tí! Como pode ser tão medrosa assim, Vivian?!

- Seu amor?! - Vivian arqueava seu corpo para trás, em seguida balançando a cabeça para os lados. - Do que está falando, senhor?!

- Eu a amo, Vivian. Sempre a amei. - Ele a soltou, dizendo aquelas palavras lentamente, com uma ternura que trouxe lágrimas aos olhos da mulher. Ela por sua fez deixou a mala cair ao chão e em seguida o empurrou, seguindo para frente com as mãos por sobre a face.

- Você me tortura! Não é justo! - Dizia por entre lágrimas, ainda mais perdida do que nunca. Gregor se aproximou e a abraçou com força, como o fizera à dez anos atrás, querendo fundir seu corpo no dela. Um corpo, uma alma. Era o que havia alí.

- Eu a amo. E quero que seja feliz. - Se afastou dela, nutrindo uma expressão triste na face. - Sei que está fugindo com o homem que dedicou estes últimos dez anos...

- Sim. - Disse Vivian, ainda trêmula. Ela abraçaria à sí mesma, muito nervosa com aquilo tudo. Fitava Gregor com uma expressão de perda na face pálida.

- Jamais seria tão egoisa a ponto de te separar de tal amor. Vá Vivian. Por mais que eu saiba que estou condenado, é um consolo saber de sua felicidade. - Montou no cavalo rapidamente, não enviando mais nenhum olhar para Vivian, que mantinha-se calada, impassível como uma estátua de cera. Partiu com o animal num galope veloz, deixando para trás uma poeira que envolvia sua imagem à sumir pelo horizonte.

Vivian, por sua vez, sentaria-se na estradinha e esconderia sua face por entre os dedos, chorando copiosamente. Gregor escolhera seu destino de uma maneira mais decidida do que ela já fizera um dia. Logo ergueu-se, respirando fundo e tomou a mala em mãos. A manhã já estava a acolhendo e sabia que estava sendo esperada pelo "Sr.H" naquele momento. Temia que ele achasse que ela havia desistido e partisse mais uma vez de sua vida. Não suportaria novamente. O dualismo entre dois amores em seu coração a torturava, mas era um alívio saber que seria acolhida por um amor puro e forte como o daquele homem que a esperava na igreja.
Ao longe viu a igrejinha surgir no horinzonte e sorriu consigo mesma, apesar da estranha melancolia que tomava seu coração. Caminhava na direção da mesma com passos tranqüilos, ainda não havia ninguém alí na frente ainda. Só desejava não decepcionar seu "Sr.H", já não era a jovem bela e atrativa que um dia fora, agora era uma mulher vivida, praticamente opostos. Postou-se em frente a igreja, fitando a ruela que tinha um certo movimento e reparando em cada figura masculina que por alí passava. Claro, também seria reparada pelos demais, era mesmo uma movimentação estranha para uma manhã. O sol já começava a se tornar forte e Vivian sentiu um profundo desespero a tomar. Será que seria novamente esquecida por ele? Como fora anos atrás?
Pensou em Gregor e desejou estar fazendo a escolha certa. Sabia que se fosse deixada alí, partiria para outro lugar qualquer. Não teria coragem de encarar toda aquela gente, que neste momento já leu a carta de despedida que deixara. Não poderia encarar Gregor, jamais.

Foi então que a porta da igreja se abriu e uma menina saiu dalí, a tomando pela mão e puxando para dentro do lugar. Apesar de estranhar, Vivian a seguiu. Estava conformada, fora iludida novamente. Via uma certa movimentação de pessoas alí, certamente mais tarde haveria um casamento ou batisado. A menina a trouxe para uma saleta e apontou para um belo vestido branco que alí estava. Então, entregou um bilhete e saiu dalí rapidamente, correndo para a nave da capela.

"Confie em mim, minha querida.
Sr. H"


Um alívio profundo a tomou e então, sorrindo, levou o bilhete aos lábios e o beijou. Iria se casar, iria se casar com seu amado! Uma mulher surgiu por entre a porta, uma mulher simples que lhe sorriu.

- Vim ajudar a senhorita.

- Obrigada.

Nos próximos minutos, Vivian vestiu-se de noiva e teve os cabelos arrumados com cuidado. Havia um falatório na capela que ela estranhou, afinal ela não conhecia quase ninguém na região. Alí tinha contato apenas com seus patrões e, agora, com Etan e Gregor. Gregor. Suspirou, tentando deixar a tristeza para trás. Fitou-se no espelho naquele momento, sorrindo para sua imagem. Era uma noiva feliz, a espera de dez anos não fora em vão.

Agora caminhava pelo corredor por entre os bancos da igreja. Haviam apenas pessoas estranhas alí, em trajes requintados e sorrindo com aprovação. Fato extremamente estranho. Sentiu-se ainda mais nervosa quando se deparou com um jovem ao fundo, sorrindo-lhe. Seu "Sr.H".Era alto, de olhos e cabelos castanhos. Era um belo rapaz, sem dúvidas. Retribuiu o sorriso, tentando deixar de lado a imagem de Gregor em sua mente. Será que um dia os olhos daquele homem lhe fariam sentir espasmos de alegria, como os de Gregor faziam? Será que viria ao seu socorro e a trataria como uma lady em qualquer momento, como Gregor o faria? Engoliu seco, jamais seria capaz de amar outro que não fosse Gregor.
Estava a poucos passos do homem quando parou, fitando aquelas pessoas. Todos a observavam com curiosidade, como se desconfiando de seus pensamentos. "Sr. H" a fitava com um sorriso seguro, um sorriso com uma afeição distante, como a de um desconhecido. Não podia continuar, não podia errar novamente. Caminhou mais um passo para frente, não podia desistir alí. A honra daquele homem seria jogada no lixo. Parou. Mas casar-se com ele seria enganar à sí e ao homem. Fechou os olhos e respirou fundo, entreabrindo os lábios e procurando palavras para findar com tudo aquilo.

- Eu...

- ...sim, senhorita? - Disse uma voz masculina estranha. Certamente de seu "noivo".

- Desculpe, eu... - Foi então que sentiu um toque em sua mão, alguém tomando-a entre sí. Abriu os olhos e voltou-se para o lado, deparando-se com Gregor alí, trajando um fraque. Ela arregalou os olhos e então ele sorriu, a fitando de um modo tão caloroso que podia sentir uma carícia em sua face.

- Perdoe meu irmão, ele esqueceu que a noiva deveria ser buscada.

- O senhor...? - Engoliu seco, sem saber como pensar naquele momento. Gregor tirou de seu bolso uma pequena flor, igual a que lhe dera naquele dia e colocou em seu cabelo. Foi então que sorriu novamente, apertando sua mão entre a dele.

Sem se importar com as outras pessoas, o abraçou naquele momento e começou a chorar.

- Queria tanto que fosse você! Queria tanto que ambos fossem um só... - Foi então que ele se afastou, erguendo sua face e sorrindo. Também havia lágrimas presas nos olhos negros, que a fitavam emocionados.

- Senhor H e Gregor são um só. Gregor e Vivian também sempre foram um só. - Com aquelas palavras, a levou na direção do altar. Assim como Gregor estava escondido, de deparou com a presença já chorosa de Erin e John, que trouxera consigo suas irmãs, que estranhamente pareciam felizes com a união. Etan e a tal viúva estavam alí, de braços dados e aparentemente alegres com o acontecimento.

A cerimônia se passou rapidamente, e Vivian prestou atenção nas palavras do paroco, levando-as para seu coração. Era bem ciente da mão de Gregor entre a sua, a apertando com uma suavidade. Fitou a cruz atrás do paroco, agradecendo a Deus por fazê-la tão feliz. Sentiu então, as bençãos de seu pai e sua mãe, onde eles estivessem, abençoando aquela união e sua felicidade. Lamentou apenas que Richard, seu amado irmão, não estivesse alí. Orou em silêncio por ele, desejando tamanha felicidade para seu irmão.

Chegada a hora do beijo, Vivian fitou Gregor nos olhos e ergueu os lábios. Esperaram dez anos por aquele beijo, esperaram dez anos por aquela união. Gregor a beijou com um toque inocente nos lábios, um toque inocente e ao mesmo intenso. Se afastou da amada um tanto quanto relutante mas com uma expressão de felicidade tão grande em sua face que encheu o coração de Vivian de felicidade. Sorrindo, ambos partiram da igreja sob uma chuva de arroz e recebendo palmas e parabéns daqueles que alí estavam. Adentraram numa carruagem, a mesma que vira chegar trazendo Gregor e sob o banco havia um buquet das flores simples que ele havia lhe oferecido naquela noite, sob o luar.

Partiram naquele momento e Vivian o abraçou de prontidão, trocando mais um beijo caloroso. Em seguida, ainda abraçados, ficaram a se fitar em silêncio. Foi Vivian que o quebrou, sorrindo.

- Não sei como nunca imaginei.

- Me desculpe por...

- Shhh...-Vivian colocou o dedo por sobre os lábios de Gregor, fitando-o de modo sério. - Agora não existem mais "Sr.H", "Sr. Howard" e "Srta. Winspear". Agora somos novos "eus" numa vida nova e cheia de alegria. O amo, Gregor, e não desejo saber detalhes pormenores de tudo que atrapalhou nosso amor. Não, apenas desejo compartilhar minha vida contigo, amando-o ainda mais do que o amei durante estes dez anos.

Gregor apenas acariciaria sua face e então começou a lhe contar como planejara tudo aquilo, arrancando gargalhadas da amada. Também contara como fizera para trazer seus amigos e conhecidos tão rapidamente para uma paróquia no meio do nada. E, em seguida, detalhou a conversa com Etan.

- Ele ficou surpreso com nossa história e desistiu de tí prontamente. É um homem bom e admirador do amor. Espero que um dia ele saiba o que é se sentir assim, como nós.

- Ele merece, Gregor. E nós merecemos e conseguimos. Ele também conseguirá. - Sorriu-lhe e então desviou o olhar, fitando Longburn que surgira em sua linha de visão. Riu consigo mesma, emocionada. Seria a senhora de Longburn, jamais seu pai e sua mãe poderiam ficar tão felizes. Abraçou Gregor antes de sair da carruagem e então foi recebida pelos criados, boa parte criados antigos. Observou a presença da Sra. Lincon, que mal podia esconder sua emoção e a abraçou fortemente, mostrando que também estava muito feliz.

fugindo da água que caía dos céus. Gregor e Vivian, por sua vez, trocaram um olhar de profundo entendimento. Começaram a dançar alí, uma valsa que ambos ouviam em sua mente. A chuva sempre os envolvera nos momentos mais emocionantes e sabiam que estavam sendo agraciados pelos céus naquele instante. Rindo, Vivian trocou mais um beijo com Gregor e imaginou se um dia poderia ser mais feliz do que era.

- Eu te amo, Sra. Howard. - Disse Gregor ao seus ouvidos e então a tirou do chão, arrancando-lhe uma gargalhada e caminhando na direção do grande casarão. Vivian o fitou com um olhar tão cheio de amor que nada mais foi preciso ser dito naquele momento. Eram feitos um para o outro. Pensou no seu pai e em sua mãe, pensou em Richard. Se ao menos pudesse saber dele, sua felicidade seria completa. Foi então que sentiu um aperto no peito e voltou a cabeça para trás, pouco antes de Gregor adentrar com ela para dentro do casarão

Um homem montado num cavalo a fitava distantemente, uma imagem tão conhecida por Vivian. Richard estava alí e lhe acenou com o chapéu, desmontando de seu cavalo e fazendo uma mesura teatral, como fazia para alegrá-la quando criança. Em seguida montou no animal e partiu, deixando Vivian ainda mais emocionada. Ele estava alí, cuidando-a de longe. Amando-a de longe. Como Gregor o fizera. Fitou seu marido e sorriu, estavam dentro do salão. Talvez a história se repetisse, talvez um dia pudesse ter Richard por perto como tinha Gregor agora. E então nada poderia ser mais perfeito para Vivian Howard. Jamais imaginaria que tudo iria acabar assim tão bem, para uma história como a sua, a história de um amor eterno. Ela que nunca fora romântica, agora acreditava num final feliz.

----- FIM -----

- Até mesmo o mais duro coração é tocado. -

Foi difícil saber quem ficara mais surpreso com o envolvimento de Vivian e Gregor. Etan Thompson se mantinha estranhamente calado na tarde após o casamento, enquanto ouvia o seu criado pessoal arrumando suas coisas para que pudesse partir naquele exato momento. Embora os ex-patrões de Vivian o envolvessem com todos aqueles cuidados, com um visível fim de interesse, para ele nada alí o seguraria mais.
Estranhamente, pegou-se com seu ego partido agora. Não, não amava Vivian Winspear. Mas estava começando a se acostumar com sua presença branda e segura em sua vida, já a via como mãe dos filhos que teriam e a senhora de suas propriedades. Era um homem rico e solitário. De fato, tinha grandes problemas de relacionamentos com as mulheres, num geral. Não via sinceridade em nenhuma, apenas o interesse em seu dinheiro. Com esse inconformismo, acabou deleitando-se na sua condição de solteiro. Até a hora que viu-se invejando profundamente seu bom amigo John Spencer, que após 10 anos de luta encontrou um amor.

Pegou-se rindo, jamais amaria. Haviam pessoas que não nasceram para amar, e pensava nisso de maneira completamente despojada de raiva ou tristeza. Era simples. Era como se alguns nascessem mais propensos aos esportes, outros não. O amor funcionava do mesmo tipo. Escolhia algumas pessoas para possuí-lo, e os pobres infelizes que se aventuravam a tentar tê-lo, sofreriam suas punições. Era uma peça que não se encaixava. Sim, Etan estava completamente conformado. Dando de ombros, se afastou da janela e colocou seu chapéu na cabeça, caminhando para fora do casarão, enquanto sua carruagem estava sendo arrumada. Enquanto se despedia dos criados, notou a aproximação de uma esbaforida jovem. Era Alice Chapman, uma jovem viúva que tinha uma vida cheia de problemas, tanto financeiros quanto sentimentais. Era loira e magra, de aparência um tanto quanto sofrida e de modos reprimidos. Etan lhe dava atenção nos encontros e jantares, parecia o único que desejava se aproximar de uma pessoa tão visívelmente triste.

- O senhor já está partido? - Perguntou Alice com a face corada, tanto pelo esforço físico quando pelo rubor da vergonha, por demonstrar tais ações. Etan se surpreendeu com aquilo e então sorriu para a mesma, de maneira polida.

- Sim, senhora. Já fiquei tempo demais. Eu... - Alice se aproximou, tomando a mão de Etan e o fitando nos olhos, parecendo estar prestes à chorar.

- Sentirei sua falta, senhor. Foi meu único amigo em tanto tempo, quero que saiba que desejo tudo que melhor que o mundo possa lhe dar. - Suas mãos magras pareciam trêmulas e ela baixou os olhos. Da mesma maneira impulsiva como viera, partiria naquele momento, correndo como uma fugitiva. Etan ficou sem palavras, enquanto obsevava sua imagem sumir à sua linha de visão. Foi então que ouviu a voz do cavalariço, falando à suas costas.

- Não se importe com a srta. Chapman. É uma pobre louca.

- Louca? - Perguntou Etan, cheio de curiosidade. Estranhamente tinha a mão formigando do toque de Alice.

- Sim. Vive escondida pelos cantos, com marcas pelo corpo. Pobre sr. Chapman, casou-se com uma louca. Para seu próprio bem, morreu cedo e não teve que viver este inferno.

Etan ouviu ainda mais coisas sobre a jovem Sra. Chapman. Seu marido foi encontrado morto em casa, aparentemente envenenou-se sem querer. Alguns diziam que fora a própria Alice, mas como seu pai era um homem influente na região, nada mais fora dito. Carl Johnson, pai de Alice, era um homem influente e respeitado na região, com posses. O difícil era acreditar que o mesmo deixasse-a passar por momentos tão difíceis na vida.
Adentrou na carruagem e partiu, agora com a mente distante de todo a história com Vivian Winspear. Agora parecia sentir um estranho aperto no peito, como se houvesse deixado uma parte de sí com aquela estranha jovem, e pior, sentia que ela não era o que todos pensavam. Ela era o que ele sentia que ela era, uma vítima das circunstâncias. Uma vítima da maldade do mundo.